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Considerando como fio condutor da acção dos Fundos Estruturais o acréscimo
de produtividade - condição necessária e indicador chave da mudança
estrutural e do desenvolvimento sócio-económico - o QCA III adoptou
três domínios prioritários de intervenção:
- A Valorização do Potencial Humano
- O Apoio à Actividade Produtiva
- A Estruturação do Território
A operacionalização destes domínios prioritários, concretiza-se através
de 4 Eixos Prioritários, que agrupam os 19 Programas Operacionais,
definidos por sectores e regiões e que contemplam, de forma inovadora,
um funcionamento integrado e complementar entre si:
- EIXO 1 - Elevar o nível de qualificação dos portugueses,
promover o emprego e a coesão social
- EIXO 2 - Alterar o perfil produtivo em direcção às actividades
do futuro
- EIXO 3 - Afirmar o valor do território e da posição
geo-económica do país
- EIXO 4 - Promover o desenvolvimento sustentável das
regiões e a coesão nacional
De modo a garantir as condições necessárias ao lançamento e execução
do QCA III, assegurando em particular a implementação e funcionamento
dos sistemas e estruturas de coordenação, gestão, acompanhamento,
avaliação, controlo e divulgação foi definido o Programa Operacional
de Assistência Técnica ao QCA III.
O Eixo 1 - Elevar o nível de qualificação dos portugueses,
promover o emprego e a coesão social, visa melhorar o nível
de qualificação, mobilidade e formação profissional.
Apostou-se na qualificação e profissionalização das novas gerações, na aprendizagem ao longo da vida e na mobilidade e reinserção social e profissional de desempregados e outros grupos com dificuldade de inserção sócio-profissional, através de acções de desenvolvimento e integração social.
A melhoria dos níveis de eficiência da saúde e o acesso de todos os cidadãos a cuidados de saúde de qualidade, são igualmente uma prioridade, bem como o desenvolvimento científico e tecnológico, promovendo a sua internacionalização, a aposta no incremento de uma sociedade de informação, e o reforço do papel da cultura enquanto factor de desenvolvimento e de emprego.
O Eixo 2 - Alterar o perfil produtivo em direcção às actividades
de futuro, privilegia uma estratégia de transformação estrutural
da economia, de modo a favorecer a competitividade
das empresas, a estimular a inovação e a iniciativa,
através do desenvolvimento de uma sociedade que privilegie a informação,
o reforço do tecido empresarial e a promoção do capital humano.
Conciliar a modernização das actividades produtivas tradicionais
(sector têxtil, de vestuário e calçado e dos produtos agrícolas),
com o apoio aos sectores mais dinâmicos, é outra das prioridades.
A promoção do desenvolvimento do sector dos produtos agrícolas
deve ser realizada em estreita interligação com o desenvolvimento
dos espaços rurais, não apenas na sua vertente económica,
como também social, ambiental e cultural.
O Eixo 3 - Afirmar o valor do território e da posição geo-económica
do país, visa o desenvolvimento sustentável do país, conciliando-o
com uma estratégia de desenvolvimento espacial que tenha em conta
as actuais assimetrias regionais e as características e potencialidades
do sistema urbano.
A intervenção no sector dos transportes e acessibilidades
é uma prioridade, no sentido de proporcionar um aumento da intensidade
e eficiência da mobilidade interna, apostando sobretudo
na rede ferroviária. O desenvolvimento da multimodalidade, dos interfaces
de transporte e das plataformas e redes logísticas tem também primazia
na dupla perspectiva da melhoria da coerência e eficiência interna
dos sistemas, como do reforço e valorização da posição geo-económica
no contexto europeu e mundial.
A gestão dos recursos naturais, a conservação e gestão do património natural, a melhoria do abastecimento de água e saneamento básico, assim como o tratamento de efluentes e resíduos, constituem vectores fundamentais da componente ambiental, assegurando-se que estas acções sejam empreendidas de forma integrada com as diversas políticas sectoriais.
O Eixo 4 - Promover o desenvolvimento sustentável das regiões
e a coesão nacional, insere-se num quadro estratégico territorial,
com destaque para a requalificação urbana, a criação
de novas centralidades no interior das áreas metropolitanas e o reforço
e consolidação do sistema urbano nacional de modo equilibrado, baseado
nas cidades de média dimensão, o desenvolvimento rural e a conservação
e valorização dos recursos naturais e do ambiente.
A promoção da integração das regiões ultra-periféricas dos
Açores e Madeira nos mercados europeu e mundial, é outro
objectivo, através da criação de infra-estruturas logísticas e de
transporte, capazes de reduzir as desvantagens resultantes da insularidade
e do apoio ao desenvolvimento de actividades económicas competitivas,
tanto a nível interno como externo.
Os Programas Operacionais Regionais do continente
- Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve
- apresentam o aspecto inovador do seu modelo institucional e organizativo,
com a transferência para as regiões de parte significativa dos investimentos
e acções até aqui integradas em intervenções sectoriais de âmbito
nacional. Estas Intervenções da Administração Central Regionalmente
Desconcentradas e Acções Integradas de Base Territorial promovem
formas de intervenção que asseguram uma maior participação dos agentes
regionais e locais, no combate às dificuldades de desenvolvimento
e no aproveitamento de oportunidades insuficientemente exploradas,
resultantes das especificidades próprias de cada região portuguesa.
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