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Nos últimos anos e beneficiando dos importantes apoios da União Europeia,
através das contribuições financeiras dos Fundos e outros Instrumentos
Estruturais, consubstanciadas nos QCA I e II, Portugal alcançou progressos
económicos importantes, em termos de convergência nominal e real e
de disciplina financeira, que permitiram apontar para objectivos ambiciosos
no período 2000-2006. Assim, com o diagnóstico prospectivo aprovado
no PNDES - Plano Nacional de Desenvolvimento Económico e Social e,
no âmbito do processo de decisão estratégica, o QCA III delineou as
traves mestras das opções de desenvolvimento económico e social de
médio prazo para Portugal:
- Portugal deve afirmar-se como fronteira atlântica da
Europa, no que respeita à inserção económica no espaço
europeu e mundial
- Portugal deve privilegiar as actividades, os factores
de competitividade e as tecnologias mais dinâmicas e estruturantes
da economia global, a médio e longo prazos, no que respeita
ao modelo de desenvolvimento económico
- Portugal deve adoptar uma estratégia nacional de conservação
da natureza e da biodiversidade, no que respeita à protecção
e valorização do património natural
- Portugal deve valorizar a solidariedade e a coesão,
no que respeita ao modelo de desenvolvimento social
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